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Ponte Aérea da União Europeia leva ajuda Humanitária a Moçambique

01/07/2021 - 13:54
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Quase 2 milhões de pessoas em Moçambique enfrentam actualmente uma grave insegurança alimentar devido à situação de insegurança, à seca e ao impacto socio-económico da COVID-19. A frágil situação humanitária na província de Cabo Delgado continua a piorar, uma escalada de violência deslocou internamente mais de 700.000 pessoas.

À margem do evento ministerial do G20, a 30 de Junho, em Brindisi, partiu para Moçambique um voo da Ponte Humanitária da União Europeia (EU), co-organizado também com Itália e Portugal. O voo transporta 15 toneladas de bens diversos para salvar vidas em resposta às necessidades humanitárias urgentes na província de Cabo Delgado, norte do país.

O Comissário Europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič, que testemunhou a partida do voo humanitário, afirmou que “a situação humanitária em Cabo Delgado continua a deteriorar-se a um ritmo alarmante. Estamos a enviar um novo voo da Ponte Aérea Humanitária financiado pela UE para assegurar ajuda vital para as populações de qua mais necessitam naquele região. Agradeço a Itália e Portugal pelo fornecimento do equipamento médico e da carga humanitária do voo. É essencial que o acesso humanitário total seja concedido em partes críticas de Moçambique para salvar vidas.”

O voo está previsto para chegar a Pemba, Moçambique, no Sábado, 3 de Julho de 2021. Um outro voo para Cabo Delgado deverá partir de Brindisi nos próximos dias. Desde o início de 2021, a UE mobilizou mais de 17 milhões de euros em financiamento humanitário para Moçambique, principalmente para fazer face às consequências do conflito interno em curso. A ajuda da UE vai contribuir para aliviar o sofrimento da população afectada, incluindo os deslocados internos e as comunidades de acolhimento, a fornecer educação às crianças, ao mesmo tempo que vai melhor preparar as comunidades locais a lidarem com os perigos naturais.

Recorde-se que a situação humanitária em Moçambique e especialmente nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula está a deteriorar-se rapidamente. Quase 2 milhões de pessoas em Moçambique enfrentam actualmente uma grave insegurança alimentar devido à situação de insegurança, à seca e ao impacto socio-económico da COVID-19. A frágil situação humanitária na província de Cabo Delgado continua a piorar, uma escalada de violência deslocou internamente mais de 700.000 pessoas. Estima-se que pelo menos 1,3 milhão de pessoas necessitem de assistência humanitária imediata e protecção em Cabo Delgado e nas províncias vizinhas de Niassa e Nampula.

A UE continua a defender um maior acesso humanitário e a eliminação dos obstáculos que atrasam a prestação de ajuda humanitária. Por esse facto, a UE exortou novamente todas as partes em conflito a cumprir as normas internacionais em matéria de direitos humanos e a respeitar o direito humanitário internacional.

Em 2020, quando muitos países restringiram o tráfego ou fecharam suas fronteiras devido à pandemia do coronavírus, a Ponte Aérea Humanitária da UE facilitou 67 voos para 20 países na África, Ásia e Américas. Mais de 1.150 toneladas de equipamentos médicos e humanitários vitais e cerca de 1.700 equipes médicas e humanitárias e outros passageiros foram transportados. (Photo e texto: ECHO News)

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