Delegação da União Europeia na República de Moçambique

União Europeia leva ajuda às famílias afectadas pelo ciclone tropical Eloise em Moçambique

05/02/2021 - 09:49
News stories

A assistência da UE vai abranger a 1 000 famílias, cerca de 5 000 pessoas, nas províncias de Sofala, Inhambane e Gaza, com assistência em termos de abrigo de emergência, higiene e artigos domésticos essenciais.

Maputo 4 de Fevereiro de 2021: Em resposta às inundações, destruição de propriedades e infraestruturas causadas pelo ciclone tropical Eloise, que atingiu o centro de Moçambique a 23 de janeiro, a Comissão Europeia disponibilizou 200.000 euros, equivalentes a 18 241 000 Meticais, em financiamento humanitário para apoiar as famílias mais afectadas. O Ciclone Tropical Eloise trouxe chuvas intensas e inundações nas províncias de Sofala, Inhambane e Gaza em Moçambique.

Este financiamento da UE irá apoiar a Cruz Vermelha de Moçambique na prestação da muito necessária ajuda de emergência, especialmente para as famílias deslocadas cujas casas foram destruídas, danificadas ou inundadas. Este financiamento faz parte da contribuição global da UE ao Fundo de Apoio de Emergências em Catástrofes (DREF) da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

A assistência da UE vai abranger a 1 000 famílias, cerca de 5 000 pessoas, nas províncias de Sofala, Inhambane e Gaza, com assistência em termos de abrigo de emergência, higiene e artigos domésticos essenciais. Tal inclui redes mosquiteiras, sabão, cloro para tratamento de água, utensílios de cozinha, cobertores, colchões, bidões para água, baldes, lonas e estacas de bambu para a construção de abrigos temporários.

Dado o alto risco de surto de doenças de origem hídrica, a Cruz Vermelha de Moçambique vai mobilizar as comunidades para a prevenção de doenças e promoção da higiene e também fazer o monitoramento da COVID-19. Como parte desta monitoria e para o caso de haver casos positivos de infecção, vão decorrer verificações de temperatura e construídos dois centros de isolamento.

Muitos dos locais afectados já tinham sofrido os efeitos causados pelo Ciclone Idai há dois anos. A Cruz Vermelha de Moçambique irá, portanto, também oferecer apoio psico-social, incluindo primeiros socorros psicológicos. Esta operação durará três meses e assegurar assistência humanitária também naquelas áreas sob risco de inundações e danos generalizados devido ao ciclone.

Em resultado da passagem do ciclone tropical Eloise pela costa de Moçambique, pelo menos 13 pessoas perderam a vida, mais de 7000 deslocadas e cerca de 5000 casas destruídas. Alguns trechos de estrada ficaram intransitáveis ​​em partes da província de Sofala e 137000 hectares de terras agrícolas foram inundadas. Com mais chuvas ainda por vir, há ainda receios de mais enchentes devido ao aumento das bacias dos rios.

Acção humanitária da União Europeia

A União Europeia e os seus Estados-Membros são o principal doador mundial de ajuda humanitária. A ajuda humanitária é uma expressão da solidariedade europeia para com as pessoas necessitadas em todo o mundo. O objectivo é salvar vidas, evitar e aliviar o sofrimento humano e salvaguardar a integridade e a dignidade humana das populações afectadas por desastres naturais e crises provocadas pelo homem.

Através do seu departamento de Protecção Civil e Operações de Ajuda Humanitária (ECHO), a União Europeia apoia milhões de vítimas de conflitos e desastres todos os anos. Com sede em Bruxelas e uma rede global de escritórios locais, a União Europeia presta assistência às pessoas mais vulneráveis ​​com base nas suas necessidades humanitárias.

A União Europeia é signatária de um acordo de delegação humanitária de 3 milhões de euros com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho para apoiar o Fundo de Emergências para Alívio de Desastres. Os fundos da DREF são alocados principalmente para desastres de “pequena escala” - aqueles que não dão origem a um apelo internacional formal.

O Fundo de Emergência para Alívio de Desastres foi estabelecido em 1985 e é apoiado por contribuições de doadores diversos. Cada vez que uma Cruz Vermelha Nacional ou Sociedade do Crescente Vermelho precisam de apoio financeiro imediato para responder a um desastre, ela pode solicitar fundos da DREF. Para desastres de pequena escala, a FICV aloca subsídios do Fundo que podem então ser repostos pelos doadores. O acordo de delegação entre a FICV e o ECHO permite a este último repor o DREF para as operações acordadas até um total de 3 milhões de euros.

Para mais informação, queira contactar: Mathias.Eick@echofield.eu or +254 722 791 604

 

 

Secções editoriais: