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COVID-19: Líderes europeus e africanos por uma acção conjunta para combater doença em África

16/04/2020 - 15:44
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Vários líderes europeus e africanos assinaram no Financial Times um “Apelo à Acção” para combater em conjunto a pandemia da covid-19 em África.

covid19 knows no borders

Os chefes de Estado e de Governo de 18 países europeus e africanos juntaram-se para pedir uma moratória urgente da dívida e pacotes de assistência sanitária sem precedentes, no âmbito da pandemia de coronavírus que o mundo enfrenta.

“A crise mostrou o quão interligados estamos. Nenhuma região pode vencer a covid-19 sozinha. Se a covid-19 não for derrotada em África, voltará a perseguir todos nós. Vamos trabalhar com os parceiros do G7 e do G20 para acabar com a pandemia onde ela se encontrar e construir sistemas de saúde resilientes para manter as pessoas seguras no futuro. O tempo não é para divisões ou política, mas sim a unidade e cooperação”, refere o texto.

"Devemos conceder uma moratória imediata em todos os pagamentos de dívida bilateral e multilateral, quer pública ou privada, até que a pandemia chegue ao fim. Para apoiar este processo e garantir liquidez adicional para a compra de produtos básicos e materiais médicos essenciais, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve decidir imediatamente sobre a alocação de direitos de saque especiais", refere-se no apelo conjunto.

Para os decisores políticos europeus e africanos, alcançar o sucesso “requer” a cooperação e coordenação internacionais, pelo que todos são chamados a participar, desde os governos às instituições multilaterais, em particular a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Banco Mundial (BM), o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Pedimos também que todos os parceiros de desenvolvimento de África incluam os seus orçamentos de ajuda ao desenvolvimento. Devemos responder ao apelo do Secretário Geral das Nações Unidas António Guterres, para uma iniciativa humanitária “ambiciosa” para África, com base no Plano de Resposta Humanitária Global, para apoiar os Estados a debelar as consequências sociais da covid-19 e fornecer alimentos vitais e materiais logísticos às comunidades mais afectadas por confinamentos, distanciamento social e altas taxas de contaminação. Isso inclui refugiados, imigrantes e deslocados internos. O Programa Alimentar Mundial deve liderar esta operação, em coordenação com as organizações relevantes, e receber financiamento rápido e adequado para atingir esse objectivo", consta ainda.

O documento intitulado "Apelo à Acção", tem como signatários António Costa, Primeiro Ministro de Portugal, Jão Lourenço, Presidente de Angola, Abiy Ahmed, Primeiro-Ministro da Etiópia; Guiseppe Conte, Primeiro-Ministro da Itália; Moussa Faki, Presidente da Comissão da União Africana; Paul Kagame, Presidente do Ruanda; Ibrahim Boubacar Keita, Presidente do Mali; Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia; Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia; Emmanuel Macron, Presidente da França; Angela Merkel, Chanceler da Alemanha e Charles Michel, Presidente do Conselho Europeu.

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