Delegação da União Europeia em Angola

Uma parceria para o crescimento e o emprego

27/03/2019 - 10:02
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No decurso de uma semana de eventos dedicados ao diálogo União Europeia-Angola, Luanda acolheu a sessão de apresentação do Plano de Investimento Externo da União Europeia para o sector público e privado em Angola. A União Europeia e os seus Estados Membros, maiores doadores pelo mundo, pretendem diversificar as fontes e instrumentos tradicionais de cooperação para o desenvolvimento com novos modelos financeiros.

Plano de Investimento Externo da UE

Os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, que as Nações Unidas definiram para serem atingidos até 2030, visam a erradicação da pobreza extrema em todas as suas formas, a protecção do planeta e a prosperidade para todos. "A União Europeia está firmemente comprometida com o alcance destes objectivos", afirmou o Embaixador da União Europeia (UE) em Angola, Tomáš Uličný, ao realçar que "para atingir os ODS, é preciso mobilizar os investimentos pelo sector privado".

Segundo as estimativas, a ajuda ao desenvolvimento, que constitui a fonte tradicional de ajuda, é claramente insuficiente para cobrir as necessidades de investimento nas áreas prioritárias: transporte, energia, água e saneamento, saúde e educação.

Nesta perspectiva, o Plano de Investimento Externo da União Europeia, lançado em 2017, permite mobilizar os fundos públicos para alavancar investimentos privados, principalmente no continente africano. Até 2020, a União Europeia reservou 4.5 mil milhões de euros para este plano, tendo como expectativa que este montante venha a alavancar mais de 44 mil milhões de euros de investimentos.

Angola, que é um país com grande potencial, apresenta constrangimentos ao nível do clima de investimento. Por esta razão, a União Europeia apoia o Governo de Angola com financiamentos, assistência técnica das áreas do comércio e da gestão das finanças públicas, entre outros, para melhorar o clima de investimento em Angola e criar uma maior abertura comercial. O êxito desta intervenção só será possível através do diálogo reforçado entre os principais actores: o sector privado, o Governo e as instituições financeiras. Cabe a eles abraçarem este desafio para que os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável concretizem-se em Angola.

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